domingo, 28 de novembro de 2010

Ter VS Ser














Referência: Mateus 19 versículo 16 ao 30

O que importa em nossa sociedade atual é o TER.
Cada cidadão é avaliado por suas propriedades e posses. E através delas são tratados de forma mais, ou menos honrosa.
No hospital onde trabalho essa situação se torna evidente em nosso refeitório. Os médicos, gerentes e supervisores têm um local separado, onde os pratos são de porcelana, existem mesas de restaurantes e outra mesa com os alimentos. Enquanto os demais, como eu, comemos em bandejas esperando por longo tempo na fila para sermos servidos pelos funcionários da cozinha. Sentamos em grandes mesas todos juntos.
Quando entro ali, fica evidente o TER.

O poder para as pessoas está apenas nesse verbo. E quando conjugado no presente no indicativo se torna a chave para que as portas mais importantes dessa terra se abram.
O que mais me intriga é perceber que esse aspecto tem invadido de forma incisiva os nossos templos e especialmente nossas mentes.
Lembro-me de ocasiões como cultos onde todos os obreiros têm a obrigação de estarem, pois o bispo ou pastor irá ministrar. Então aquele culto se torna especial, não porque Deus manifestará a Sua glória, mas pela personalidade que o “representará”. Assim o TER ecoa sobre as igrejas que estão surdas para o SER.

Hoje a imagem de um homem de Deus está em seu poder financeiro. As pessoas dizem:

“Veja que irmão abençoado. Ele é próspero. Tem carros e casas. Este é um homem de Deus.”

Olho para o púlpito da igreja e vejo cadeiras de couro e madeira envernizadas. Para quem são? Para as prostitutas, os sodomitas, os mendigos, as crianças ou qualquer perdido que se entregar ao Senhor naquele dia?
Não. São para o conforto daqueles que segundo o povo são os anjos da igreja. Afinal, eles são diferenciados, porque TÊM um anel ou quem sabe uma credencial que os fazem importantes entre todos. Em suas mesas água mineral e taças. Enquanto um prega, os outros estão sentados sobre as cadeiras em lugar de destaque acima da igreja.
E muitos podem dizer que estão ali por SEREM homens de Deus. Mas o que nos faz crer que assim são? Será nosso convívio em todos os seus ciclos sociais, ou apenas o reconhecimento popular? Porque se assim for, estamos ainda valorizando o TER.
Aquele que é não precisa de destaque, pois é conduzido pelo SER sublime, que é Cristo.

“O SENHOR conhece os pensamentos do homem, que são vaidade.” - Salmos 94 versículo 11

“Eu TENHO o dom do louvor.”

Outro diz:

“Eu TENHO o dom da palavra”

Eu TENHO dom de linguas, de profecia, de revelação, de interpretação de linguas e até o dom do amor. Acreditem até o SER tornou-se o TER. Eu TENHO, eu TENHO e eu TENHO.

“Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu;” – Apocalipse 3 versículo 17

E assim seguimos em nossa falsa fé, criticando a idolatria do mundo sem perceber que o idolatramos.
Enquanto TENHO, nada SOU, mas quando SOU tudo TENHO.

“E Jesus disse-lhes: Em verdade vos digo que vós, que me seguistes, quando, na regeneração, o Filho do homem se assentar no trono da sua glória, também vos assentareis sobre doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel.
E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou terras, por amor de meu nome, receberá cem vezes tanto, e herdará a vida eterna.” – Mateus 19 versículos 28 e 29


Nesta passagem Jesus nos ensinou que o TER nunca será maior que o SER.
Porque quando SOU fiho não TENHO herança, mas ela é minha por direito.
Quando TENHO herança, não TENHO pai, pois como a possuirei sem que ele não esteja comigo?
Quando SOU humilde, sou exaltado . Não porque busco, mas proque ela me alcança.
Quando TENHO exaltação, não me humilho, pois para que descerei ao vale estando no monte?
Quando SOU próspero, as portas estão sempre abertas pra mim.
Quando TENHO prosperidade, sempre quero mais, pois o que farei se algum dia ela se findar?
Quando SOU abençoado, tudo acontecesse no tempo e da forma certa.
Quando TENHO bençãos, estou sempre preocupado em perdê-las, pois será que terei outras como essas?
Quando SOU de Cristo, Ele governa sobre mim e todas as minhas atitudes, palavras e pensamentos são d’Ele. Assim espero pela glória que me será revelada.
Quanto TENHO Cristo, usufruo de seus benefícios, pois existirá algo melhor que as riquezas que Ele deixou nesta terra?

O que preciso TER se o SER sublime em majestade e glória vive em mim?

Igreja desista de seus atos de perverção e ouçam a voz do Senhor. Ele deseja apenas o nosso coração.
Será que nós também desejamos o d'Ele?

“E eis que, aproximando-se dele um jovem, disse-lhe: Bom Mestre, que bem farei para conseguir a vida eterna?
E ele disse-lhe: Por que me chamas bom? Não há bom senão um só, que é Deus. Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos.
Disse-lhe ele: Quais? E Jesus disse: Não matarás, não cometerás adultério, não furtarás, não dirás falso testemunho;
Honra teu pai e tua mãe, e amarás o teu próximo como a ti mesmo.
Disse-lhe o jovem: Tudo isso TENHO guardado desde a minha mocidade; que me falta ainda?
Disse-lhe Jesus: Se queres SER perfeito, vai, vende tudo o que TENS e dá-o aos pobres, e TERÁS um tesouro no céu; e vem, e segue-me.
E o jovem, ouvindo esta palavra, retirou-se triste, porque POSSUÍA MUITAS PROPRIEDADES.
Disse então Jesus aos seus discípulos: Em verdade vos digo que é difícil entrar um rico no reino dos céus.
E, outra vez vos digo que é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus.” – Mateus 19 versículo 16 – 24


Ele queria TER.

“... QUE BEM FAREI PARA CONSEGUIR(TER) A VIDA ETERNA?” versículo 16
“... TUDO ISSO TENHO GUARDADO DESDE A MOCIDADE, QUE ME FALTA AINDA?” – versículo 20


Quando Jesus pede que ele se disfaça de tudo que TEM para SER perfeito, ele se entristece, pois não queria SER perfeito, mas TER a perfeição, sem imaginar que o único Perfeito estava diante d’Ele.

“E, OUTRA VEZ VOS DIGO QUE É MAIS FÁCIL PASSAR UM CAMELO PELO FUNDO DE UMA AGULHA DO QUE ENTRAR UM RICO NO REINO DE DEUS.” – versículo 24.

Nos perdoe e Vem sobre nós Senhor.

sábado, 13 de novembro de 2010

Vivos-Mortos



Referências: João 3, 4 e 1º João 5

“... Conheço as tuas obras, que tens fama de que vives, e estás morto.” – Apocalipse 3 versículo 1

Intitulamo-nos como crentes, católicos, protestantes, apostólicos, pentecostais, evangélicos, luteranos, assembleianos, carismáticos e toda sorte de gêneros e adjetivos que brotam de nossas incessantes divisões. O que não é atual. Penso quando Jesus esteve nesta terra, com os saduceus, doutores da Lei (escribas), fariseus, zelotas, essênios, toda sorte de seitas e idolatria.
O interessante é que Ele pregou a eles como pregou aos neófitos.
Lendo João 3 vemos Cristo instruindo a Nicodemos, um fariseu príncipe dos judeus. Sem que ele entendesse o repreende:

“... Tu és mestre de Israel, e não sabes isto?” versículo 10

E você e eu?... Será que sabemos sobre isto?

Compreendemos a necessidade de nascermos verdadeiramente em Cristo?
Não se trata de vãs confissões, mas de profundidade, inocência, amor, simplicidade, temor e obediência.
Entendemos o que Ele quer que entendamos?
Há clamores e choro derramados sobre nós, pois estamos enxertados nas trevas.
Quando ficamos expostos as trevas enxergamos na escuridão. E quanto volta a luz? Os olhos ardem e não conseguimos sequer abri-los.
Será que isso tem acontecido com você?
Será que diz estar na luz, quando está em trevas?
Quem sabe acostumou-se as trevas e despreza a luz...

“... Se, portanto, a luz que há em ti são trevas, quão grandes trevas são!” - Mateus 6 versículo 23

Talvez viva pra morrer e diga: “morro para viver.”
Quem sabe o pecado se transformou em iniqüidade. E a vida em morte.
Seu espírito geme por Cristo.

Deitando, dormindo, acordando, trabalhando, estudando e julgando-se como vivo ainda morto.
Preocupado com os títulos, condecorações, reconhecimentos e sem Cristo.
Sem quebrantamento, temor, compaixão, piedade, misericórdia, arrependimento, adoração, comprometimento, caráter, decência, amor e obediência... E se assim vive, está morto.
Pois o que nos afasta do amor de Deus se não o pecado?
Está sepultado neste mundo crendo estar vivo em Cristo. Vivendo uma ilusão pseudo-cristã que o impulsiona para as garras das trevas.
O mundo está sepultado, enterrado, está morto no maligno, assim como todos aqueles que servem as suas concupiscências e prazeres.

“... e que todo o mundo jaz no maligno” – 1º João 5 versículo 1

Se professo fé em Cristo, como posso ser escravo deste mundo?

O pecado nos consome. Estamos a todo o momento preocupados com a reputação e opiniões desta terra. Agradamos o líder, pastor, a igreja, a sociedade sem jamais agradar a Cristo. Pois quem dentre nós morreu por nossos próprios pecados?
Nossos carros estão mais confortáveis, nossas casas mais imponentes, nossas roupas mais elegantes e nossos pecados mais disfarçados. Nossas mazelas e iniqüidades putrefazem nossa alma, destroem nosso espírito e perecem nossos corpos. Pois...

“... o salário do pecado é a morte...” - Romanos 6 versículo 23

O império do inimigo não tem sido fora, mas dentro.
Somos infectados pelo vírus da vontade, que destrói nossa força e perseverança. Então se transforma em desejo. O desejo por sua vez mina nossa intimidade e nos cega para o Reino. O desejo se transforma em pecado. E o pecado destrói a fé, os sonhos e o crescimento. E afastados de nosso Antídoto que é o Sangue, agonizamos lentamente na dolorida morte que nos leva aos braços das trevas.
Achamos que estamos vivos, sem sabermos o que é vida. Pois não há vida se não em Cristo. E não há Cristo sem arrependimento.

“Disse-lhe a mulher: Senhor dá-me dessa água, para que não mais tenha sede, e não venha aqui tirá-la.
Disse-lhe Jesus: Vai, chama o teu marido, e vem cá.
A mulher respondeu, e disse: Não tenho marido. Disse-lhe Jesus: Disseste bem: Não tenho marido;
Porque tiveste cinco maridos, e o que agora tens não é teu marido; isto disseste com verdade.” – João 4 versículos 15 – 18


Ela desejou, mas para receber necessitou de arrependimento, renuncia e confissão. Pois como haveria vida se a morte ainda estivesse nela?

“Porventura deita alguma fonte de um mesmo manancial água doce e água amarga?” - Tiago 3 versículo 11.

Se desejamos uma vida cristã real e impactante, onde Cristo reflita Sua glória e impacte as multidões. Então necessitamos de um desejo ardente de santidade, voltarmos ao Senhor, nos cobrirmos de cinzas e jamais retrocedermos.

“E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho.” – 1º João 5 versículos 11

Se estivermos genuinamente n’Ele então jamais seremos levados pelos manjares da perdição;

“Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado; porque a sua semente permanece nele; e não pode pecar, porque é nascido de Deus” – 1º João 3 versículo 9

Que Deus nos perdoe.

Para Sua glória e para Seu louvor.

“De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida.” - Romanos 6 versículo 4

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O amor de Mamom

















Que amor é esse que nos constrange? Que amor é esse que nos molda, nos capacita, nos exorta e nos eleva em Sua presença?
Um amor tão profundo e impactante que não tenho capacidade para explicá-lo, mas rogo ao Senhor que ao término deste texto, Ele nos instrua e nos leve a um entendimento profundo.

Lembro-me quando criança, que meu pai saía para trabalhar, enquanto minha mãe cuidava de mim e dos meus irmãos. Como eram bons esses dias que eu era intensamente amado e cuidado... Lembro-me de muitas vezes passar horas em seu colo, sendo mimado.
Havia palavras de amor, mas definitivamente as demonstrações as selavam.
Os anos passaram-se e logo minha mãe resolveu trabalhar para ajudar nas despesas de casa. Então os carinhos, o tempo de atenção e as demonstrações de amor ficaram escassos. Com tudo que o trabalho lhe exigia, chegava cada dia mais cansada...
Quando a questionava, sempre dizia que trabalhava para nos dar condições melhores, comprar presentes, roupas e brinquedos. Como se quisesse suprir a ausência e a falta que fazia...
Eu era sempre mais presenteado, já que cuidava dos meus irmãos e tinha sempre uma grande responsabilidade. Mas talvez fosse pelo fato de ter perdido toda a atenção e demonstração de amor que recebia outrora.
Cresci e foi inevitável a percepção de que a maioria das famílias vive assim. Os pais trabalham com um incansável desejo de dar a seus filhos toda a comodidade e conforto que este mundo pode oferecer. Sempre que são questionados sobre a ausência e desatenção, respondem prontamente:

“Filho (a) o pai (a mãe) tem que trabalhar para poder comprar a bicicleta que você tanto quer, ou o videogame, ou qualquer outra coisa que você precise...“

Então crescemos com o entendimento de que todo o amor que nossos pais podem demonstrar está resumido aos presentes e conforto. E esse conceito nos segue por todas as áreas da vida.
Ao me converter não pude deixar de fazer o mesmo com o Senhor. Então sempre que queria alguma demonstração do cuidado e amor de Deus, esperava ansioso por um grande presente. Lembro-me que no início da minha vida profissional passei por grandes perseguições com um chefe e logo pedi ao Senhor que demonstrasse Seu amor. E neste conceito que já era bem real na minha vida familiar, esperei que o mesmo acontecesse na profissional;
Sempre que meu chefe queria demonstrar satisfação e respeito ao meu trabalho me bonificava com algum presente ou quantias em dinheiro.
Percebo que toda a minha vida estava dentro de uma demonstração de amor totalmente inversa daquilo que o Senhor tinha pra mim...

Estamos na era onde existe um amor manifestado e infelizmente não é o do Pai. Amamos os benefícios e não o Beneficiador... Estamos amando a Mamom.

Um amor que não olha nos olhos, mas nas mãos a procura do que o Pai tem a nos oferecer. Porque neste modelo de amor, quanto maior for o presente, maior ele será.
Vamos ao Senhor na expectativa exclusiva de recebermos d’Ele. E sempre que nossa consciência nos acusa nos munimos de versículos isolados para valermos de um direito que não nos será dado enquanto não entendermos que não existe outro Amor além d’Ele.
Assim como fazemos com nossos pais, filhos, empregos, namoros ou casamentos, nós fazemos com o Senhor.
Estamos substituindo as demonstrações, pelos benefícios de Mamom e assim ao invés de abraços, presentes, ao invés de conversas, cartões, ao invés de beijos e atenção, conforto e luxo.
Nosso amor está corrompido e deturpado. Os nossos cultos estão cada vez mais financeiros e pouco espirituais. Nossa forma de demonstrar amor tem sido nas salvas e votos especiais que mais servem para pagamento de nossa total negligência e egoísmo.

O próximo? Porque gastar meu tempo na expectativa de que Cristo resplandeça em mim e reflita Sua glória sobre eles? Basta que eu lhe dê um livro cristão ou uma Bíblia e tudo bem.

Deus? Pra que amá-Lo? Por que amá-Lo? Por que gastar horas aos Seus pés?

No final estamos preocupados em quanto eu posso dar para Deus, mais do que o quanto eu quero estar em Deus. Quero comprar a minha total ausência de oração, jejum, busca e adoração, dando-Lhe dinheiro e presentes, obviamente preocupado também com o que Ele tem para mim, afinal se Ele me ama me retribuirá com presentes maiores e mais caros. E assim sigo dizendo amar a Deus, sem jamais tê-Lo amado.
Sigo em um amor extremamente ausente e sem envolvimento...

Minha mãe conseguiu o que queria. Mas nada substituiu o tempo, amor e afeto que precisávamos. Pois nada substitui o amor de um pai por um filho ou de um filho por um pai.

Deus não nos deu carros e mansões para demonstrar Seu amor, mas Seu único Filho, afim de padecer até a morte, para que fossemos resgatados. E sobre Ele foram levadas nossas enfermidades, pecados, tristezas e escravidão. E rasgando-nos o véu deu livre acesso ao Pai.

Qual valor, qual moeda, ou qual presente seria capaz de substituir esse amor?

Pois se me tivesse mandado carros e mansões, certamente teria conforto e luxo, mas jamais veria Sua face...
Deus não valoriza benefícios, mas relacionamentos.

Que não sejamos corrompidos pelas riquezas e esqueçamo-nos da glória que nos está sendo preparada. Pois...

“Nenhum servo pode servir dois senhores; porque, ou há de odiar um e amar o outro, ou se há de chegar a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.” – Lucas 16 versículo 13.

“Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.” – 1º Timóteo 6 versículo 10

“Ai deles! Pois seguiram o caminho de Caim, buscando o lucro caíram no erro de Balaão, e foram destruídos na rebelião de Corá” – Judas 1 versículo 11

Que este não seja você ou eu para glória do Senhor.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

“... Onde está o Cordeiro?”

















Referência: Gênesis 12 ao 22

Abrão era um homem muito abençoado. Casado com Sarai foi conduzido por Deus a sair de sua parentela, de sua terra e seguir o ide do Senhor. Durante sua caminhada, Deus o prosperou grandemente ao ponto de haver desavenças entre seus pastores e os pastores de Ló, seu sobrinho.
Abrão tinha tudo o que pudesse pensar ou imaginar. Mas o que ele tinha de mais precioso era a promessa de uma descendência maior que as estrelas dos céus e a areia da praia.
Havia um grande empecilho para que isso acontecesse, pois Sarai era estéreo e ambos já avançados em idade.
Se hoje uma situação como essa é delicada e humilhante diante da sociedade, imagine dentro do contexto da época...
As pessoas deviam dizer:

“- Este é o Deus que você serve?”
“-É este Deus que te dará filhos?”
“-Como você pode ter filhos sendo você e sua mulher tão avançados em idade?”


Consigo imaginar os olhares e comentários sobre todos os seus posicionamentos. Sobre a fé que professavam, sobre a promessa que havia sobre eles e ainda mais... Sobre o Deus a quem serviam.
Eu consigo imaginar a dor e sofrimento de Sarai, sem poder gerar um filho. Sem conseguir tirá-los de tamanho constrangimento. Sua dor e vergonha eram tão grandes que em seu desespero entregou sua serva a Abrão para que ela desse-lhe um filho e o livrasse de tamanha afronta.
Vejo Sarai, como me vejo em muitos momentos da vida... Tentando “ajudar” a Deus. Como se do meu jeito, fosse apressar as promessas.
Ela tinha tanta sede de ver sua família liberta daquele julgo que se precipitou. E não sendo isso que Deus havia prometido, Sarai foi intimamente humilhada por Hagar, sua serva, após o nascimento de Ismael. Afinal, uma serva conseguira dar uma herança a Abrão, enquanto Sarai apenas envelhecia e perdia todas as suas esperanças.
Eu consigo visualizar o sofrimento e tristeza de Sarai. Cobiçosa ao ver Ismael correndo e brincando. As lágrimas que desciam em sua face toda vez que Abrão abraçava seu filho e o amava. O coração que gemia por honra.
O Senhor então reafirma sua aliança e troca o nome de Abrão e Sarai e os chama agora de Abraão e Sara...
O Senhor aparece e diz que naquela mesma época do próximo ano, Sara dará a luz a um filho. Seu nome será Isaque e através dele o Senhor perpetuará sua promessa. Ela já estava tão desconsolada e descrente que sorriu... Pois já sendo velha, como poderia gerar um filho? Mas então veio a resposta perfeita do Senhor:

“Existe alguma coisa impossível para Deus?...”

E sabendo disso Sara engravidou...
Eu consigo ver o sorriso em seu rosto e como ela gostava de andar entre as pessoas e mostrar aos que a haviam envergonhado, o fruto de sua promessa. Consigo ouvir seus cânticos de adoração e sua devoção ao Senhor.
Quando nasci Isaque, Sara mostra-nos claramente o quanto seu coração exalava o doce perfume da adoração:

“Deus me encheu de riso, e todos os que souberem disso rirão comigo...”

O que precisamos entender é que Isaque era muito mais que um filho. Era um selo de amor que vinha da parte de Deus. Era uma resposta contundente do poder do Senhor a quem eles professavam crer. Era um troféu de vitória em meio a toda humilhação. Isaque era uma marca irrefutável da credibilidade das palavras de Abraão sobre Deus.
Isaque cresce e com ele o amor e a felicidade de seus pais. Então o Senhor faz um pedido a Abraão:

“Tome seu filho; Isaque, a quem você ama, e vá para a região de Moriá. Sacrifique-o ali como holocausto num dos montes que lhe indicarei.”

Sacrificar Isaque não era apenas matar seu filho, era algo muito mais profundo e desafiador. Aquela entrega significava:
Voltar a ser motivo de zombaria entre todos.
Ver sua fé desafiada outra vez pelos incrédulos:

“Este é seu Deus Abraão, que lhe dá e tira?”

Significava ser chamado de assassino e até motivo de profunda tristeza para Sara.
Poderíamos enumerar infinitos significados de sua renúncia, mas o mais profundo deles não estava ligado a Isaque, mas a sua própria vida e de Sara. Retornar a vergonha, ao choro e abrir mão de toda a alegria que reinava em seus corações...
Abraão caminhou por três dias quando avistou o monte que o Senhor havia lhe ordenado. Colocou a lenha sobre os ombros de Isaque e ordenou aos seus servos que os aguardassem ali, pois adorariam e retornariam.
Enquanto subiam, Isaque lhe faz a pergunta:

“Meu pai!... As brasas e a lenha estão aqui, mas onde está o cordeiro para o holocausto?”

Abraão responde que o Senhor lhes dará o cordeiro, mas ao mesmo tempo conforme avançamos no texto percebemos que em nenhum momento ele deixou de preparar aquele sacrifício, chegando ao ponto de amarrar Isaque sobre as lenhas e levantar a faca. Mas logo é interrompido pelo anjo que não permite que Isaque seja sacrificado, pois Deus apenas queria ver o que havia no coração de Abraão. E então lhes dá o cordeiro para o holocausto.
Este texto de profunda reflexão me fez pensar em toda a sujeira que exala dos nossos púlpitos.
Pregações que usam deste texto para dizer da grande oferta que Abraão deu ao Senhor. Mas entendam Isaque não se tratava de uma oferta e sim de renúncia total.
Lembrem-se, Abraão era rico e prosperava por onde andava. Cem ou todos os seus cordeiros seria chamada de uma oferta, mas entregar seu filho e toda a sua reputação não era uma simples oferta, mas uma decisão que mudaria toda a sua vida, que impactaria gerações e gerações. Que o feriria profundamente até a morte.
Quando vejo a entrega de Abraão, começo a pensar na essência desta mensagem que se trata em não se preocupar com sua reputação ou com seus interesses, mas sim em agradar ao Pai, mesmo que isso signifique entregar algo que Ele mesmo te deu após anos de promessas, choros e tristeza.
Quando leio esta mensagem vejo quanta desobediência e egoísmo existe em mim. Enxergo a falta de posicionamento e entrega.
Não amados, não se trata de mil ou cem mil reais. Trata-se de um coração quebrantado e contrito. Trata-se de intimidade real com Deus. Trata-se de perseverança e fé. Trata-se de renunciar todas as suas raízes e até sua descendência por uma avassaladora obediência.
Significa colocar Deus aonde Ele deve estar... NO CENTRO DA SUA VIDA!
Significa crer no cordeiro, mas estar pronto para imolar a Isaque.
Oro ao Senhor para que o meu coração seja derramado como o de Abraão. Que eu nunca me preocupe com minha reputação e vontade, mas sim que esteja sempre escondido n’Ele, para honra d’Ele e para Sua infinita glória e louvor.


Que Deus nos perdoe.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

O Kairos de Deus














Neste último mês passei por um processo muito intenso com Deus. Ele veio como um compressor sobre o velho barro.
No começo do mês decidi escrever um artigo sobre o comércio com o nome Cristo e as grandes “empresas” que lucram com o evangelho. Mas não era o que o Senhor desejava, Ele queria algo mais profundo, pessoal e transformador.
O mês foi passando e cada dia que tentava postar ou escrever algo, se tornava mais difícil. Como se não houvesse nada para dizer.
Eu estava passando por um processo muito traumático. Entre o ide e o ide... O meu Ide e o Ide de Deus.
Eu queria ir pras Nações e Deus queria me enviar pro meu local de trabalho. Parecia absurdo. Afinal de contas no começo deste ano, Deus me pediu renuncias em várias áreas da minha vida e assim o fiz. E agora a única coisa que atrapalhava o nosso relacionamento era o meu emprego e Ele desejava que eu ficasse. Não. Isso não poderia ser real. Não poderia ser a vontade de Deus pra mim. Algo estava errado. Eu tive sonhos e sinais...
Nessa peleja com Deus que parecia interminável, meu artigo estava entre os assuntos dos quais gostaria de discutir com o Senhor. Afinal, eu deveria exortar a igreja e toda a sua prática imunda, deturpando a redenção em Cristo e banalizando o Seu sacrifício.
Pobre de mim não estava entendendo o que Ele queria...
Deus não estava querendo clamor, voz profética ou palavras de impacto, mas desejava um encontro comigo. Colocar-me no colo, passar Suas mãos pelos meus cabelos e dizer:
“-Filho, o meu tempo é soberano. Ele é perfeito. Não tarda e não falha. É o melhor pra você.”
Eu viajei. Fui para um seminário com meus pais. Não tinha dinheiro suficiente, mas realmente desejava ir.
Cheguei naquela cidade sem conhecer ninguém, apenas com o telefone do responsável pelo evento. Liguei pra saber como fazíamos para chegar à igreja e ele prontamente se ofereceu em buscar-nos. Fiquei maravilhado com Deus.
Quando chegamos, ainda sem lugar certo para dormirmos, deixamos nossos colchonetes na igreja, ainda deslocados sentamos em algumas cadeiras do escritório e ali ficamos.
Logo fomos convidados para assistir o jogo do Brasil na casa de um irmão. Fomos extremamente bem recebidos e nesta festa uma irmã nos perguntou aonde dormiríamos. Eu prontamente disse que provavelmente em uma creche, mas ela disse que dormiríamos na sua casa. Deu-nos a chave de sua casa, sem nunca ter nos visto e deu sua cama e de sua filha para que dormíssemos nelas. E durante três dias entramos e saímos daquela casa, como se fôssemos proprietários dela. Com as chaves nas mãos, muitas noites nós vínhamos mais cedo dos cultos e entrávamos e dormíamos antes que elas chegassem.
Eu fico espantando toda vez que conto isso, porque nesses três dias não usamos uma única vez os colchonetes. Eu sinceramente não podia crer que uma mulher que nunca nos viu desse a chave de sua própria casa para que dormíssemos em sua cama. Não havia uma explicação que não fosse o poder, o amor e o cuidado de Deus.
Fomos extremamente visitados pelo Senhor nesses dias e não faltou absolutamente nada para nós. Deus foi tremendo e fiel em tudo.
Ele me mostrou ciclos sendo fechados, enquanto outros eram abertos. Algo muito profundo e ao mesmo tempo, muito pessoal.
Vários sinais ocorreram naquele lugar, entre eles um encontro inesperado, que futuramente, o Senhor me dará chance de contar...
Sinceramente não posso explicar a mudança que aconteceu em mim. Deus realmente me inundou em Sua avassaladora paz.
Neste momento há em mim uma alegria tão contagiante que se pudesse os levaria a mesma sintonia. Algo que não posso descrever. Mas algumas mudanças de pensamentos eu quero compartilhar:

“Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia.” – 2º Pedro 3 versículo 8.

Os únicos que podem adiar os planos de Deus para nossas vidas, somos nós mesmos.
Foi assim com Jonas que enviado para Nínive afim de pregar aquele povo, desviou-se de seu caminho a procura de seus próprios interesses. Ele conseguiu adiar os projetos de Deus pra sua vida e também para aquela cidade. E as promessas de Deus que deveriam ser cumpridas imediatamente levaram dias já que ele foi lançado ao ventre de um grande peixe, onde permaneceu por três dias para que entendesse os propósitos do Senhor.
Somos assim como Jonas. Acreditando em nossos próprios propósitos e sonhos e acreditando que podemos fazer o nosso caminho segundo os nossos interesses.
Então as promessas de um único dia, se adiam até mil anos. Afinal a nossa soberba e insubmissão nos fazem afastarmos do centro da vontade de Deus e trilharmos por caminhos longos e desnecessários. Mas quando somos fiéis aos Seus desígnios e cremos em Sua Palavra as promessas de mil anos podem se concretizar em apenas um dia, porque elas estão inteiramente ligadas ao nosso livre arbítrio, em correspondermos com o Espírito de Deus.
É isso que o Senhor quer nos ensinar nessa passagem.
Apenas Corresponda ao Espírito Santo!

“Se formos infiéis, Ele permanece fiel; pois não pode negar-se a si mesmo” – 2º Timóteo 2 versículo 13

O nosso grande erro quando tornamo-nos cristãos, é a nossa soberba.
Sempre estamos acima de tudo e de todos e os erros dos outros se tornam mais visíveis e passíveis de críticas e julgamentos que saem do trono que construímos para o nosso ego.
Interpretar este versículo é uma forma de avaliar o quão exaltados estamos em nossa suposta superioridade.
Durante muitos anos e até mesmo através de canções, fui ministrado que mesmo que permaneçamos infiéis, o Senhor sempre será fiel a nós. Mas esta é uma petulância egoísta proveniente de nosso ego inflamado, que se recusa a morrer e se prostrar diante da infinita superioridade do Pai.
A palavra diz que o Senhor é fiel, pois não pode negar-se a si mesmo, ou seja, o Pai não pode negar a Sua palavra. Ele prometeu e é fiel e justo para cumprir. Ele não tem fidelidade a você ou a mim, mas sim a Sua santa palavra que não pode voltar a trás e jamais será descumprida. Sendo assim amados, entendi que no meio do meu umbigo, não existe nada além de exaltação a mim mesmo. Que devo gratidão ao Senhor. Porque Suas promessas são reais em mim.

“Não vivo mais eu, mas Cristo vive em mim.” – Gálatas 2 versículo 20

Nosso evangelho está cheio de jargões e palavras emocionantes que assim como bolhas de sabão são levadas de um lado a outro até explodirem no vazio. São lindas e fortes, mas não produzem nada mais que emoção passageira.
Quando dizemos um versículo como este, somos tomados por uma emoção e nos enxergamos como super cristãos que são intocáveis e estão no centro da vontade de Deus. Mas a realidade está longe disso.
Ao examinar a minha vida com esta passagem, me vi em uma situação muito confrontante...
Se não vivo mais, então não importa o que penso, o que quero, aonde quero, com quem quero, em que tempo quero, pra onde vou ou em que tempo vou... Mas importa quem vive em mim. Se Cristo é quem vive devo perguntar-me:
-“Senhor, o que Tu pensas?”
-“Pai, onde Tu queres ir?”
-“Amado, com quem queres falar?
-“ Deus, quando queres agir?”
-“Quando Tu irás?”
Porque não sou eu quem faz, mas é Cristo em tudo e em todo o tempo. Eu apenas sou um canal, como uma casa que comporta a presença Santa de Cristo. Isso me faz instrumento d’Ele, para que vejam apenas a Sua glória e não mais a minha.
Amados, é necessário que desçamos a casa do oleiro. Para sermos moldados em Suas doces mãos de Amor.

Viver o Kairos de Deus é esvaziar-se completamente dos conceitos em tempo, espaço, física e matemática humana. E simplesmente estarmos disponíveis para que Ele execute todas as coisas em Seu tempo, em Seu propósito e pra Seu Louvor.
Senhor, eu Te louvo.
Perdoa-me.

sábado, 5 de junho de 2010

Babilônia ou Cristo?













“E na sua testa estava escrito o nome: Mistério, a grande babilônia, a mãe das prostituições e abominações da terra.” – Apocalipse 17 versículo 5

Vi uma nação. Vi um continente. Vi um grande planeta.
Vi um povo apressado. Vi um povo rebelde. Vi um povo oprimido.
Vi uma prostituta. Vi a prostituição. Vi o jugo.
Vi uma falsa paz. Vi uma falsa alegria. Vi falsos deuses.
Vi uma igreja. Vi uma opressora. Vi uma mentira.
Vi o céu negro. Vi a tormenta de dor. Vi o raio que descia do céu.
Vi um anjo. Vi um domínio. Vi um opressor.
Vi um espírito. Vi uma submissão maligna. Vi a morte.
Vi a Terra. Vi a devassidão. Vi Babilônia.

Homens casando-se com homens:

“Quando também um homem se deitar com outro homem, como com mulher, ambos fizeram abominação; certamente morrerão; o seu sangue será sobre eles.” – Leviticos 20 versículo 13

Pais abusando de seus próprios filhos:

“Não se envolva sexualmente com uma mulher e sua filha. Não se envolva sexualmente com a filha do seu filho ou coma filha da sua filha; são parentes próximos. É perversidade” – Levíticos 18 versículo 17

Adoração a outros deuses:

“Quando transgredirdes a aliança do SENHOR vosso Deus, que vos tem ordenado, e fordes e servirdes a outros deuses, e a eles vos inclinardes, então a ira do SENHOR sobre vós se acenderá, e logo perecereis de sobre a boa terra que vos deu.” – Josué 23 versículo 16

Prostituição da igreja:

“Porque verdadeiros e justos são os seus juízos, pois julgou a grande prostituta, que havia corrompido a terra com a sua prostituição, e das mãos dela vingou o sangue dos seus servos.” – Apocalipse 19 versículo 2.

As Nações Rebeldes:

“Posto que as nossas maldades testificam contra nós, ó SENHOR, age por amor do teu nome; porque as nossas rebeldias se multiplicaram; contra ti pecamos.” – Jeremias 14 versículo 7

O superficialismo cristão:

“Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca.” – Apocalipse 3 versículos 15-16

A cegueira espiritual:

“Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus.” – 2º Coríntios 4 versículo 4

Homens sanguinários:

“De madrugada se levanta o homicida, mata o pobre e necessitado, e de noite é como o ladrão.” – Jó 24 versículo 14

Hereges e Profanos:

“O Timóteo, guarda o depósito que te foi confiado, tendo horror aos clamores vãos e profanos e ás oposições da falsamente chamada ciência,” – 1º Timóteo 6 versículo 20

E toda a sorte de maldições e loucuras eu vi.
Mas em nada me parecia visão, mas uma dura constatação do que a terra havia se transformado.
Suas maldades e iniqüidades tão repugnantes e asquerosas, passíveis de total juízo de Deus.
Jesus se tornou apenas um amuleto para alguns. Ódio e repulsa para outros. Insignificância para outros tantos. Farsa para os acusadores.
Estamos totalmente voltados à depravação e maldição desta terra!
“Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço... Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?” – Romanos 7 versículos 19 e 24

Este é o evangelho que queremos deixar para as gerações?
Vivemos Cristo?
Estamos alicerçados na Rocha ou na areia?
Servimos a Deus ou a Baal?
Queremos mais de Deus ou mais de Seus recursos?
Queremos Sua vontade ou a nossa sobre Ele?
Somos servos ou Seus clientes VIPS?
Jesus ou o mundo?
Santidade ou Pecado?
Livres ou Cativos?
Perseguidos ou Perseguidores?
Salvos ou Perdidos?
Céu ou Inferno?

Babilônia ou Cristo?

Que Deus nos perdoe.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Se Walt Disney Administrasse Sua Igreja.












Entendam este não é um título originalmente meu, mas que tirei de um livro que se chama Se Walt Disney administrasse seu hospital. Jamais li seu conteúdo, mas o seu título me inspirou a viajar pela possibilidade do mesmo ocorrer em nossas igrejas.
Obviamente não teríamos então igrejas, mas grandes castelos luxuosos, como os da Cinderela, Branca de Neve e Bela Adormecida. Talvez ao invés de servos, teríamos um grande número de empregados e serviçais para manter essa estrutura.
Ao invés de pregadores fiéis a palavra, teríamos então grandes personagens conhecidos mundialmente, como Mickey e Minie, a fim de promover toda esta estrutura.
Substituiríamos então os cultos por grandes shows com muitos carros alegóricos, carregando nossos famosos personagens acenando e divertindo nosso público.
Talvez então abandonássemos a genuína adoração contratando os melhores músicos e musicistas afim de promover grandes espetáculos que emocionassem a todos.
Os milagres de Cristo? Não, nesta administração eles não têm espaço. Promoveríamos enormes shows de mágica e ilusionismo. Afim de que todos ficassem encantados e perplexos com nossas habilidades.
Deixaríamos de pregar a Graça de graça. Afinal este negócio gira em torno do lucro. Sabemos irmão que não é fácil manter uma estrutura como esta, não é? Então cobraríamos quem sabe U$7.000,00 por sete dias, parcelando e financiando a perder de vista...
Água ou árvore da vida? Temos algo parecido, se chama “Tree of Life” do Animal Kingdon. Quem sabe assim jamais morreremos. Afinal para que pensar em morrer passeando em um lugar tão perfeito?
Trocaríamos as denominações por parques. Em qual você deseja ir? Magic Kingdom, Animal Kingdom, Hollywood Studios, Epcot, Blizzard Beach, Typhoon Lagoon ou Downtown Disney?

Ao final de minha análise percebo que será pouco provável que Walt Disney realmente administre a minha ou sua igreja, mas não posso deixar de notar que todos os seus conceitos estão enraizados sobre ela.
Os nossos castelos que insistimos em chamar de igrejas.
Os nossos tão famosos personagens que denominamos como pastores.
Os nossos cultos cheios de efeitos visuais e muito emocionais.
Os nossos ídolos que nomeamos por levitas.
Os nossos shows de mágica, que vergonhosamente comparamos aos milagres de Cristo. Atraindo a glória do Pai para nós mesmos.
As nossas vendas de milagres, que sem nenhum remorso chamamos de oferta.
A nossa substituição de Cristo por coisas fúteis e passageiras.
As nossas competições entre igrejas que oferecem o mesmo prato frio de macarrão instantâneo.
Entre muitas coisas, somos um grande parque de entretenimento. Talvez maior e muito mais lucrativo que a Disney.
Enquanto a igreja se preocupa em como atrair pessoas para dentro de suas portas, o Senhor se preocupa em salva-las, libertá-las e enviá-las para fora de seus muros.
A igreja hoje está preocupada apenas em idéias para suas novas atrações que possam levar mais pessoas de diferentes pensamentos a fazerem parte deste grande parque de diversão.
Na verdade somos geradores de emoções baratas e fúteis que jamais gerarão transformação de vida.
Temos uma igreja robusta e extensa que está ferida, machucada e depressiva. Porque a emoção que geramos em seus corações não gera mudança de vida e tão pouco conversão de caminho.
No final de tudo a percepção é que o sangue de muitas vidas escorre sobre nossas mãos. Enquanto dizemos aos demais que trata-se apenas de xarope de glicose.
Walt Disney está longe e ao mesmo tempo extremamente presente em nossos púlpitos.
O mundo mágico que promovemos está longe de ser o que o Senhor nos ordenou.
“E chamando a si a multidão, com os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me.” – Marcos 8 versículo 34
Igreja arrependa-se e volte ao Senhor.
Não busque atrações, mais o Amor que nos atraiu ao ponto de nos constranger.

Senhor seja o centro!
Que Deus nos perdoe.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Água em Vinho.

















continuação...

João 2 versículos 1-11
“1 No terceiro dia houve um casamento em Caná da Galiléia. A mãe de Jesus estava ali;
2 Jesus e seus discípulos também haviam sido convidados para o casamento.
3 Tendo acabado o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Eles não têm mais vinho.
4 Respondeu Jesus: Que temos nós em comum, mulher? A minha hora ainda não chegou.
5 Sua mãe disse aos serviçais: Façam tudo o que ele lhes mandar.
6 Ali perto havia seis potes de pedra, do tipo usado pelos judeus para as purificações cerimoniais; em cada pote cabiam entre oitenta e cento e vinte litros.
7 Disse Jesus aos serviçais: Encham os potes com água. E os encheram até a borda.
8 Então lhes disse: Agora, levem um pouco ao encarregado da festa. Eles assim fizeram,
9 e o encarregado da festa provou a água que fora transformada em vinho, sem saber de onde este viera, embora o soubessem os serviçais que haviam tirado a água. Então chamou o noivo
10 e disse: Todos servem primeiro o melhor vinho e, depois que os convidados já beberam bastante, o vinho inferior é servido; mas você guardou o melhor até agora.
11 Este sinal miraculoso, em Caná da Galiléia, foi o primeiro que Jesus realizou. Revelou assim a sua glória, e os seus discípulos creram nele.”

Já chegou o tempo da Glória do Pai ser revelada. O Senhor nos escondeu em sua aljava durante o tempo onde fomos tratados e capacitados para o que esta por vir.
O Senhor tem sede por usar muitas pessoas que estão adormecidas no sono da religiosidade, dos títulos, das falsas doutrinas, das suas próprias cobiças. O Senhor conta com você e comigo para despertá-los desse profundo laço do qual satanás os aprisionou.
“Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus.” – 2º Coríntios 4 versículo 4
Este tempo já chegou onde profetas adormecidos estão sendo deslocados das partes mais longínquas e improváveis da terra para proclamarem o reino de Cristo.
Já não há mais tempo para continuar no teu pecado, na tua letargia, na tua falta de posicionamento com o Pai. Eis que vem dias terríveis como a terra jamais viu, nem jamais verá, onde você necessitará estar no centro da vontade do Pai, ou entregar-se ao domínio do deus deste século.
Profetas estão sendo chamados em suas casas, empregos, famílias e nos mais diversos momentos. E todos que dizem sim, o Senhor têm conduzido ao ponto de partida.
Não há tempo mais para brincar de ser cristão queridos. Não há tempo para tratarmos nosso umbigo e esquecermo-nos da obra reveladora que brota em nós. Não há tempo para nossos caprichos e egoísmos. Eis que vem o noivo, prepara-te para que não esteja adormecido.
Hipócritas despertem do seu mundo gospel e enxerguem a lama que rodeia seus pés. Retirem-se da presença santa de vosso Pai e endireitem-se perante o Leão da tribo de Judá.
Corruptos e corruptores dobrem-se diante da forte mão do vosso Deus que dos altos céus tem contemplado suas mentiras.
Prostituas da fé, lavem-se no rio santo do sangue de Cristo e arrependam-se diante da verdade latente do Senhor.
Já não há tempo para suas praticas malditas e seus desejos enganosos. Ah já não pode suportar o Senhor a sua corrupção e suas práticas malignas.
Eis que vem sem demora, prepara-te oh santa e imaculada de Cristo, pois assim como nos dias de Noé, vós estareis casando-se e dando-se em casamentos e então virá o fim e sereis destruídos como o feno pelo fogo.
Voltem a Cristo, antes que a brasa não queime mais e a água pare de jorrar.
Endireitai vossas veredas e buscai a santidade. Rasgai vossos trapos de imundícies e cubram-se de cinzas. Prostrai vossos rostos em terra, confessai vossos pecados e reconheçam a Cristo como Senhor e consumador de vossa Redenção.
Sejam livres e libertem os filhos da luz, dos quais aprisionastes como ovelhas ao matadouro afim de usar suas lãs, vestir suas peles, comer sua carne e beber do seu sangue.
Não enganem-se dizendo fazer grandes obras para o Reino do Pai, pois é para vós mesmos que o fazem. Afim de serem reconhecidos nesta terra. Mas o Senhor vos adverte que grande será a fornalha que já foi preparada para vós.
Eis que há chegado o dia onde toda água se transformará em vinho e a glória de Cristo será revelada.

O melhor vinho é o do FIM.
Arrependam-se e voltem a Cristo!

Que Deus nos perdoe

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Água em Vinho...


















Esta semana tive um sonho conflitante...
Cheguei a um rio com muitas pessoas conhecidas e entre elas, uma que exerce autoridade sobre mim. Esse rio era muito barrento e sujo, como uma enchente. Havia ali um instrutor que nos ensinava a nadar. Adiante, próximos a borda, um grupo de pessoas brincavam tranquilamente naquelas águas.
Cansado de toda aquela teoria, resolvi nadar sozinho. Comecei a nadar até aquele outro grupo de pessoas, mas no meio do percurso tive medo de me enroscar em alguns galhos e resolvi voltar.
Ao voltar nadava em um córrego onde havia uma laje com uma grande queda d’água e eu estava na parte de baixo dela. Mas com bastante facilidade nadei naquela água subindo por ela, até conseguir segurar na beira daquela laje. Segurei com uma das mãos, enquanto a pessoa que representava uma liderança correndo até mim disse:
“-Será que não entendeu que não pode nadar antes de aprender a nadar?”
O mais interessante neste sonho é que ninguém percebeu que estávamos num córrego imundo. Só percebi isso quando acordei.
Intriguei-me com o sonho e pedi ao Senhor que revelasse o seu significado.
Hoje (04/05/2010) a caminho da casa de um amigo, o Senhor revelou:

Águas significam a vida, espiritual e carnal.
“A carne milita contra o Espírito e o Espírito contra a carne, e estes se opõem entre si, para que não façais o que quereis.” (Gálatas 5 versículo 17).
Assim quando vejo a água limpa ela significa a água da vida (João 4), mas suja significa o pecado. E muitas vezes na ansiedade de agradar a muitos e me deixar levar por alguns, envolvo-me no lamaçal do pecado, crendo que tudo é normal e comum. Que o pecado não é tão feio assim. Que todos fazem, porque eu seria diferente?

Nadar sem instrução significa ansiedade.
A ansiedade da minha alma é tão grande que desejo eclodir, ir adiante, sem precisar da parte “chata” da teoria. Mas nesse temível percurso, não percebo que estou em meio à sujeira e contaminação. Que simplesmente não estou seguindo a instrução correta. Não ouço Deus falar, não respeito Seu tempo e lugar.

Chegar a um ponto do rio e voltar significa insegurança.
Tenho medo de me afogar e me enroscar em situações desconhecidas que o pecado pode me levar. Tenho medo do que pode me acontecer, porque ainda há temor no meu coração, por mais que seja pequeno. Muitos se divertem nesse rio, mas onde eles estão eu sei que existem armadilhas que podem levar à morte, então inseguro volto.

Voltar e me ver em um lugar que não estava significa falta de domínio próprio.
Eu penso estar em um lugar, mas estou muito mais profundo do que penso. Preciso voltar, então vejo que há uma barreira a minha frente. Eis que a iniqüidade mostra o seu tamanho.

Ter subido com tanta facilidade por dentro da água, significa o pecado no domínio.
Acostumei àquela situação de tal forma que como um peixe eu surfei por dentro das águas. Estou envolvido pela sujeira e penso dominá-la, mas ela me domina.
“Porque o que faço não aprovo; pois o bem que quero isso não faço, mas o mal que não quero, isso faço.”(Romanos 7 versículo 15).

A autoridade me dizendo para não nadar sem saber nadar significa o engano.
Vocês podem perguntar, mas como o engano?
“E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz.” (2º Coríntios 11 versículo 12).
Satanás jamais virá como um vilão a você, mas como alguém que quer te livrar ou salvar, quando na verdade está te colocando na mesma situação. Aprender a nadar, não faria diferença para mim, mas sim o local onde nadar.
Nos dias atuais estamos cada vez mais propensos a expulsarmos a Deus e aliarmo-nos ao inimigo. Estamos imprudentes e envoltos no engano. Servos das nossas próprias paixões e derrotados pelas obras das próprias mãos.
Nos nossos trapos de imundices não enxergamos a miséria e destruição a nossa volta.
“Se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes trevas são!” (Mateus 6 versículo 23)
Ao invés de chorarmos por almas, estamos cada vez mais amarrados aos nossos pecados de estimação.
Deus espera mais de mim!
Deus me fez compartilhar essa revelação com você.
Então o que Ele espera de você?

Que Deus nos perdoe
João 8 versículo 32.

Continua...

domingo, 18 de abril de 2010

O Bar, a Igreja e Eu...

Certo dia estava meditando em um ditado popularmente conhecido:
“-O que mais tem nesse país são bares e igrejas...”.
Confesso que não deixei de notar que o ditado era preciso. Por onde quer que andasse lá estava um templo seguido de um bar. Algumas vezes até vizinhos. O bar tocando forró bem alto, enquanto seus clientes um tanto quanto alterados gritavam:
“-TRUCO!”
A igreja por sua vez cantava louvores bem pentecostais com um volume similar, enquanto os fiéis gritavam:
“-Aleluia, glória a Deus... Queima ele Jesus...”.
O time da cachaça se defende dizendo que não há nenhum problema em tomar umazinha de vez em quando e jogar com os amigos. Dizem também que se Deus deixou tudo isso na terra é para que desfrutem.
A igreja por sua vez diz que está fazendo a obra de Deus e que através de seus cultos e devoção muitas vidas serão libertas. Que o galardão deles não é nesta terra.
Alguns fiéis ficam em cima do muro, já que são simpatizantes da loira gelada. Costumam dizer que não há mal algum em tomar uma no final de semana, já que não ficam bêbados. E acima de tudo são fiéis e Deus entende suas fraquezas.
Esse muro também costuma ser muito grande, porque alguns clientes dos bares costumam ficar pendurados nele, alegando que realmente a igreja é muito importante, melhor ela ali, porque caso o arrependimento venha já estão pertinho dela. Alguns já não pensam assim, mas acham importante a igreja para que se algum perdido quiser achar a Deus, tem uma porta para ele.
A grande maioria simplesmente não tolera um ao outro.
Alguns líderes costumam dizer que quanto mais igrejas tiverem melhor será, porque assim existirão menos bares. E até gostam de locar estabelecimentos que antes acomodavam os clientes “altos”. Dizem que isso é profético.
No decorrer dessa história, muitos bares vão se abrindo, fechando alguns, assim como as igrejas. Mas o interessante é que sempre existirá um bar e uma igreja esperando você. No final das contas, são duas instituições disputando clientes.
Bom, Eu não poderia deixar de ser um cliente em potencial de uma delas. Então como qualquer um, procuro avalia-las.
Vejamos:
A Igreja:
Eu tenho um problema quando vou até ela, por mais que não admita.
Estou à procura de solução rápida e permanente.
Geralmente choro, porque estou muito emocionado.
Saio empolgado e eufórico, na esperança que tudo já está resolvido.
Chego em casa e nada mudou. Todos me ignoram e se afastam. Então eu até tento me concentrar em tudo que foi dito, mas em pouco tempo a emoção passa e volto ao mesmo lugar.
O Bar:
Eu também tenho um problema quando vou até lá, por mais que não admita.
Estou à procura de solução rápida e permanente.
Geralmente não falo muito, porque estou muito emocionado.
Bebo bastante e dou muitas risadas com alguns colegas de caneco.
Saio empolgado e eufórico, achando o mundo lindo.
Chego em casa e nada mudou. Todos me ignoram e se afastam. Então eu até tento me controlar, mas em pouco tempo estou sóbrio e volto ao mesmo lugar.

No final da minha análise, percebo que tanto a igreja como o bar, me proporcionaram momentos felizes e de emoção, mas que não me proporcionaram uma transformação de vida.
Paul Washer em uma de suas abençoadas ministrações adverte:
“Se eu chegasse aqui neste culto atrasado, dizendo que o motivo foi porque fui atropelado por um caminhão de duas toneladas, você me diria duas coisas. Ou que sou louco, ou que estou mentindo. Porque não tem como uma pessoa ser atingida por caminhão de duas toneladas e permanecer intacta.
Da mesma forma não tem como eu ter um encontro com Deus, que é muito maior que um caminhão de duas toneladas e permanecer da mesma forma.”.

Amados, tanto na Igreja, como no bar, eu entro na ansiedade de apagar meus problemas. Bebo algo, ou ouço algo, e fico emocionado, ou embebedado. E me sinto tão bem que acredito que tudo está diferente, mas ao sair de lá percebo que a minha vida continua da mesma forma, porque simplesmente não passou de uma espécie de êxtase. Não tive um encontro real com Deus, mas uma emoção barata que logo irá passar e tudo voltará ao seu lugar.
Quando temos um verdadeiro encontro com Deus não ficamos emocionados, mas arrependidos. Não geramos expectativas, mas frutos de arrependimento. Não mudamos
O mundo, mas ele não é mais nosso proprietário. Não escapamos das lutas, mas temos a paz que excede todo entendimento. Não deixamos à batalha, mas a vitória é certa. Não andamos segundo nossas vontades e desejos, mas sob a soberania de Cristo. Não andamos mais sós, mas inteiramente entendidos e preenchidos pelo Espírito Santo.
No final de tudo estamos iguais aos nossos concorrentes, os bares. Embebedando a muitos, gerando falsas expectativas e os entulhando em poços mais profundos. Queremos fechar suas portas para que as nossas permaneçam abertas, porém não enxergamos que o nosso produto é o mesmo.

Igreja pare o show e gere transformação!
Parem de lutar por clientes e chorem por almas!

Que Deus nos perdoe.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Jesus X Santo Antônio X Papai Noel

Apresentando os competidores:
*Do seu lado esquerdo, pesando aproximadamente 500gr em sua forma engessada, Santo Antônio, mais conhecido como santo casamenteiro.
Fernando de Bulhões (verdadeiro nome de Santo Antônio) nasceu em Lisboa em 15 de agosto de 1195, numa família de posses. Aos 15 anos entrou para um convento agostiniano, primeiro em Lisboa e depois em Coimbra, onde provavelmente se ordenou. Em 1220 trocou o nome para Antônio e ingressou na Ordem Franciscana, na esperança de, a exemplo dos mártires, pregar aos sarracenos no Marrocos.
#Seus atributos:
Padroeiro dos pobres, santo casamenteiro, sempre sendo invocado para se achar objetos perdidos.

*Do seu lado direito, pesando aproximadamente 150kg, com seu lindo uniforme vermelho e suas renas voadoras Santo Nicolau, mais conhecido como Papai Noel.
Estudiosos afirmam que a figura do bom velhinho foi inspirada num bispo chamado Nicolau, que nasceu na Turquia em 280 d.C. O bispo, homem de bom coração, costumava ajudar as pessoas pobres, deixando saquinhos com moedas próximas às chaminés das casas.
Foi transformado em santo (São Nicolau) após várias pessoas relatarem milagres atribuídos a ele.
A associação da imagem de São Nicolau ao Natal aconteceu na Alemanha e espalhou-se pelo mundo em pouco tempo. Nos Estados Unidos ganhou o nome de Santa Claus, no Brasil de Papai Noel e em Portugal de Pai Natal.
#Seus atributos:
Bom velhinho, recompensador de boas atitudes e santo milagreiro.

*No centro do ringue, sem peso definido, com seus lindos olhos de fogo e sua forte mão de amor e justiça Yeshua Hamashia, mais conhecido como Jesus de Nazaré.
Nascido há cerca de 2010 anos em uma mangedoura. Foi chamado Filho de Deus. Embora tenha nascido de Maria, uma virgem prometida a José, a mesma recebeu a visita de um anjo a informando que conceberia um filho Divino gerado pelo Espírito Santo.
Cresceu ministrando nas sinagogas e gerando muitas desavenças entre os vários crédulos religiosos de seu tempo.
Iiniciou seu ministério aos 30 anos, levando 3 para consuma-lo em sua morte de cruz. Ressurreto ao 3° dia, passou cerca de 40 aparecendo aos seus discípulos e os ensinando. Retornando ao Pai(Deus) onde esta a Sua direita preparando lugar para os que n’Ele confiam.
#Seus atributos:
Redentor, Filho de Deus, Salvador, Justiça de Deus, Santo, Fiel, Amoroso, Submisso ao Pai;

Após a apresentação dos competidores vamos ao 1° Round:

Saindo na frente vem Santo Antônio no seu dia 13 de junho. Os fiéis aglomeram os templos católicos a procura de milagres do tão famoso santo. Algumas mais ousadas costumam colocá-lo de castigo, virando-o de ponta-cabeça até que o mesmo as tirem da classe de tias solteironas, para a de casadas bem sucedidas.

Logo depois vem o bom velhinho, mais precisamente na sua data, 25 de dezembro. Roubando as atenções para si, o homem de barba branca e uma barriga um tanto saliente, costuma agradar a muitas crianças e diria até adultos, com uma crença de que a meia-noite, invadindo sua chaminé (imagem americana), ele trará belos presentes a todas as boas criancinhas que assim se comportaram durante todo o ano.

Em sua tão famosa simplicidade vem Jesus, sem uma data definida, embora muitos gostem de dizer que Ele é um simpatizante do Papai Noel e divide sua data com o bom velhinho, e católicos e evangélicos atribuam à páscoa a sua morte. Não há comprovadamente nada que confirme tais datas.
Sem muitos atributos físicos, como a Bíblia assim define, Jesus de Nazaré oferece aos seus seguidores perseguições, açoites, serem levados à mão de governadores, abrirem mão de suas vidas e segui-lo levando sobre si as suas cruzes.

No primeiro Round vitória esmagadora de Santo Antônio e Papai Noel.

O Segundo Round se inicia:

Os competidores na liderança se sentem afoitos e o público vai ao delírio.
Santo Antônio, que embora tenha seus atributos casamenteiros, também se mostra muito atuante nas causas de objetos perdidos (roubando o posto de São Longuinho).
O santo que parece cada vez mais popular no Brasil e no mundo costuma não omitir os seus tão bons atrativos e é sempre invocado por fiéis acalorados, ou romeiros que costumam cultua-lo.

O velhinho com suas renas encantadas costuma incansavelmente invadir nossas casas apressadamente no final de novembro, com todo tipo de propaganda e filmes reprisados incontáveis vezes. Os pais consumistas costumam ensinar os seus filhos a pedirem todo tipo de presente ao barbudo natalino. Através de cartas(mais populares), e-mails e rezas.
Papai Noel também não esconde seus atributos de um homem bom e caridoso disposto a ajudar e recompensar a todos.

Jesus por sua vez com grande amor ensina aos seus seguidores a renunciarem suas riquezas e vidas pessoais por amor a Ele. Rejeita a luxúria, o consumismo, o culto a imagens de esculturas e pede que percam as suas vidas para ganha-la, afirmando que aquele que quiser ganhar a sua vida a perderá.

Segundo Round invictos estamos com Papai Noel e Santo Antônio.

Vendo que a luta parecia um tanto injusta, alguns pregadores e líderes resolverem fazer a junção entre os três.
Assim quando quiser algo de Jesus, basta coloca-Lo na parede, barganhando alguns favores até que Ele conceda seus pedidos e orações.
Se você for um bom menino, levando suas ofertas e dízimos corretamente e obedecendo a tudo que lhe é ensinado, certamente o bom velhinho, quero dizer, Jesus, virá com seus anjos, entrará pela chaminé e te dará vários presentes, como automóveis, casas e dinheiro com juros bem levados, como 7 vezes mais por exemplo.
Esse Jesus parece tão mais Bonzinho, não é? E tão agradável e fácil de servi-Lo
E ainda se Ele não realizar o que você quer, você pode exigir d’Ele aquilo que almeja. Talvez quem sabe deixando-O de castigo em um cantinho da casa, ou de ponta-cabeça na sua vida.:
“-Fica aí Jesus e só saia quando resolver fazer aquilo que eu quero!”

Sinceramente igreja imaculada e santa de Cristo, o que vocês querem não é se tornarem servos de Cristo, mas que Ele se torne seu servo. Não querem o verdadeiro evangelho, mas uma adaptação barata dele. Não querem um Deus Salvador, mas uma fantasia religiosa e mágica, como uma grande varinha de condão para realizar todos os teus desejos.

Nesse ringue o único perdedor é VOCÊ!

Que Deus nos Perdoe.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Receba a Benção Hoje e só Comece Pagar em Maio

A cada dia a “Igreja” se supera em seu nobre objetivo de auxiliar as criaturas a encontrarem o Criador. Neste árduo campo de buscas e ensinamentos o único objetivo é estarmos com nossas igrejas lotadas e pessoas aparentemente felizes. Denominamos esse ato de “comunhão”.
Então em mais um culto que “entregamos” ao Senhor, começamos com um breve Salmo e uma oração um tanto quanto rápida para alertarmos ao povo disperso que começamos aquela solenidade.
Cantamos três ou quatro “louvores” e dizemos chavões como:
“-Erga a tua mão agora meu querido(a) e vamos adorar ao Senhor”
Os ministros começam a chamar o povo a ensaiar gestos e falas “espirituais” e por aí vai.
As pessoas parecem acanhadas em fazer algumas coisas e ouvem aquelas músicas repetidas milhões de vezes ao ano como um mantra, onde ninguém sequer sabe o que está cantando.
Alguns até tentam entrar numa esfera “mágica” fechando seus olhos e fazendo caretas com as mãos levantadas, mas por um breve momento abrem os olhos e quando veem todos em volta batendo palmas como se estivessem sem comer a cinco dias, resolvem parar.
Chega à autoridade da igreja, que muitos chamam de anjo da igreja. [Se me permitem acho tão bonitinho essa parte] Ele começa a olhar o relógio e com certa impaciência espera os levitas pararem o louvor. Assim que pega o microfone começa a orar e falar palavras em alto tom, talvez na esperança de que o povo desperte daquele mantra todo que o louvor os levou. Todos dão as mãos e começam a se olhar com cara de irmãos íntimos e muito amorosos.
Depois do sonhado amém, eles se abraçam fraternamente, enquanto o pregador diz:
-Vire pro irmão(ã) que ta do teu lado e diz pra ele(a): Eu te amo.
E todos repetem como se realmente acreditassem.
Começa-se a palavra e logo vem a parte mais importante do culto... A oferta... Oh que momento maravilhoso, quando todos levantam seus envelopes depois de uma breve palavra sobre como conseguir de Deus aquilo que VOCÊ QUER.
As pessoas batem palma e gritam: Aleluia para cada palavra como:
“-Você vai ser cabeça nessa terra.“
Ou:
“Você vai comer o melhor dessa terra.”
E coisas do gênero... Então todos ofertam e cantam mais um pouco, tem mais uma Palavra e todos vão embora depois de um leve momento onde o Espírito Santo pode agir... Como uma espécie de “apagador de consciência”.
Todos vão embora e vivem felizes para sempre...

Tenho presenciado todos os dias, sem que nada se altere, cultos como esses em nossas tão espirituais igrejas... Muitas cheias... De pessoas vazias.
Líderes que amam mais a lã das suas ovelhas do que as mesmas. Que amam beber o seu sangue e comer da sua carne.
Que até gentilmente negociam com o anjo da benção o que você tanto quer...
Não tem dinheiro? Não tem problema, aceitamos cheques e dividimos em até três vezes.
Você também pode ofertar com nossos cartões Visa, Mastercard e American Express. E não perca a promoção... Na compra de uma benção, você leva duas... É isso mesmo... Mas não demore porque as linhas dos céus estão congestionadas e nosso estoque está se findando.
E não perca nossas terças-feiras do mover, porque nelas você recebe a benção hoje e só começa pagar em maio...

Não haveria nada de errado na oferta (pois este é um ato espiritual) se não fosse o fato dela ser usada como barganha para atrair pessoas desesperadas aos nossos cultos.
Tratamos a Deus como um vendedor barato, onde com um pagamento de alguns reais adquirimos d’Ele tudo que desejamos. E ainda somos incentivados pelos “líderes” a colocarmos Deus “na parede” para conseguirmos d’Ele coisas melhores do que Ele já nos deu.
"-Ah irmão pra que se conformar com esse fusquinha? Misericórdia pede um Astra 2010".
"-Ah meu querido você é cabeça e não calda."
E assim vai a falta de discernimento de homens que como a Palavra já nos advertia, fizeram para si grandes comércios através da Santa Palavra do Senhor.
Enganam a muitos e constroem para si grandes impérios alegando que tudo não passa de algo para Deus... Sinceramente isso tem me enojado profundamente.
Grandes shoppings sendo construídos com nome de “Igreja”... Sinceramente esse povo usurpa o verdadeiro evangelho de Cristo, cospem na cruz e renegam Seu sacrifício e morte, todas as vezes que cometem tais atrocidades.
Jesus quando esteve na terra tinha uma arrecadação que mantinha seu ministério. A Bíblia inclusive nos relata que Judas era seu tesoureiro. Como alguém teria um tesoureiro sem arrecadação?
A Bíblia também nos fala da oferta da viuva que deu apenas algumas moedinhas. Enquanto outros traziam ouro e prata.
Bem, já que entendemos que o Senhor Jesus tinha uma arrecadação, vamos à parte mais importante.
Um jovem ouvindo Jesus em meio a um sermão diz:
Que farei para herdar a vida eterna?... Pois sigo teus mandamentos...
Mais lhe falta um, replicou o Senhor:
Vende tudo que tem e dá aos pobres, pegue a tua cruz e depois me siga.
Aquele homem se encheu de tristeza e deixou o Senhor. (Marcos 10 vers 17-25)
O engraçado nessa história é que Jesus não pediu que o jovem vendesse tudo e entregasse a Ele... Oras, mas se o Senhor tinha arrecadação por que não pedir para si aquele valor?... Afinal iria ajudá-lo muito durante seu ministério na terra. Poderia "poupá-Lo" de muitos milagres.
Mas o que Ele fez foi pedir que desse aos pobres, pois eram os que realmente necessitavam e poderiam ser alcançados pela Graça. Além é claro do óbvio, ver onde estava o coração daquele jovem. Mas será que é assim que os líderes atuais têm agido?
Vai vende todos os teus bens e dá aos pobres? A Maioria deles fariam como o jovem rico.
Perdoem-me dizer, mas estamos cada vez mais parecidos com as “Casas Bahia”.
Você vem sai com aquilo que deseja parcela em trezentas vezes sem juros e volta toda vez que precisar de um novo produto. Nossos cultos estão frios e apáticos, esperando um atrativo qualquer que levante o povo gritando em alta voz e fazendo piruetas sem nenhum sentido real.
Ensinamos nosso povo a serem cada vez mais egoístas e mesquinhos. Verdadeiros consumistas loucos e desvairados.
O céu para esses pregadores tornou-se uma grande montadora, onde até a cor de cada "produto" tem sido exigida.
Jesus virou o Papai Noel e os anjos as suas renas.
Um irmão diz pro outro que o ama, e nem sabe que o amado está sem comida na sua casa, só esperando que Deus use alguém para abençoá-lo. Mas pra que tudo isso? Basta que nossas salvas estejam cheias e nossas contas bancárias também. Afinal o que precisamos saber de Deus que não seja como extorqui-lo com chantagens absurdas que saíram das mentes mais tenebrosas.
Para que pregarmos ARREPENTIMENTO quando podemos conquistar RENDIMENTOS?!
VOLTE PARA O NOIVO, IGREJA!
Que Deus nos perdoe.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Desperta Igreja

"As igrejas indianas têm um grande peso de intercessão pela América estão orando para que Deus visite este país com o reavivamento[...]. Vocês lamentam tanto a nossa pobreza material da Índia, enquanto nós indianos, que conhecemos o Senhor, lamentamos a pobreza espiritual da América. Oramos para que Deus lhes dê o ouro refinado pelo fogo, o qual Ele prometeu a todos quantos conhecem o poder da sua ressurreição[...]. Em nossos cultos, gastamos de quatro a seis horas em oração e adoração, enquanto nosso povo passa toda a noite esperando no Senhor em oração. Mas na América, após uma hora de culto, vocês começam a olhar o relógio. Oramos para que Deus possa abrir-lhes os olhos para compreenderem o verdadeiro significado da adoração[...]. Para atrair as pessoas aos cultos vocês dependem de grandes divulgações, cartazes, anúncios e de pregadores reconhecidamente talentosos. Na Índia, tudo que nós possuímos é o próprio Senhor Jesus, e Ele nos basta. Antes de uma reunião evangélica na Índia, jamais anunciamos quem será o pregador. Quando as pessoas vêm, elas querem buscar o Senhor e não, um ser humano ou um palestrante famoso especial. Em nossas reuniões temos tido aproximadamente 12 mil pessoas unidas para adorar o Senhor Jesus Cristo e terem comunhão umas com as outras. Estamos orando para que as pessoas na América possam também vir as igrejas famintas pela presença de Deus e não, meramente desejosas de algum tipo diferente de entretenimento, ouvindo belos corais ou talentosos cantores."

Missionário Bakht Singh
Fonte: Livro Oração de Avivamento - Leonard Ravenhill